sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pedras

Da janela o menino viu aquilo que queria, que sonhava ter, que sonhava ser...mas depois apercebeu-se do caminho de pedras que tinha pela frente. Viu. Olhou. Reflectiu. Suou. Foi atrás, penetrou no rasto de pedras agudas prestes a serem limadas com a sua passagem. A passagem da vida, do princípio da sua promissora vida.
Apareceram pedras redondas e quadradas, pedras grossas e finas, pedras rugosas e polidas. Pedras ficaram, pedras ficam, pedras ficarão, mas sempre com a certeza de que o caminho se tornará cada vez mais estreito. O estreito que reflecte as pedras de toda uma caminhada.
O menino descobriu falhas que tapou com cimento feito de vivências e experiências . Sorriu para Sol que secava o cimento, sempre com a consciência de que o Sol dava lugar á Lua, e tudo aquilo que esta significava. O menino ficou forte com o luar, gozou com Sol, e tornou o seu caminho mais seguro que nunca. Prolongou este até ao limiar da Humanidade, porque sabia que a sua herança iria prevalecer.

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