terça-feira, 1 de dezembro de 2009

18.14.11.9.4.1.14

A solidão faz-me bem. Sinto um conforto simpático quando assim estou. Eu e a natureza morta. Uma simbiose quase perfeita, não fossem objectos ovais do outro lado. Que me puxam e me fazem saltar a parede. A parede que divide dois mundos. Os mundos pelos quais estou completamente apaixonado.
Tento equilibrar-me em cima da parede. Esse objectivo que tem tanto de perfeito como de utópico. Ai quero mesmo o equilíbriu. O ponto médio ideal entre o lobo e a ovelha. Eu quero-o acima de tudo.

4 comentários:

...Tree...Dots... disse...

FireProof

É o cheiro, não sei algo estava naqueles longos 20 minutos, que atordoaram o menino e ficou combalido.
Não sabia porque? Quer dizer sabia, mas custa-lhe..ahh custa. Reviver aquilo tudo outra vez significava saudade. Mas agora era diferente. Haviam papeis que estavam trocados.. havia quem tentasse representa-los da mesma forma, mas não conseguiam. Louvava o trabalho e o empenho. Mas era ai mesmo que o menino, encontrava as forças, as mesmas de antes, para resistir há tortura que era aquela peça que figurava com os actores errados. Não sei como vai ele ficar. Equilíbrio, talvez, essa sempre foi a sua maneira de pensar.

...Tree...Dots... disse...

FireProof again..

Não sei o que o perturba mais, se ter ou não ter. Irracional? Nem por isso. Aqui neste planeta que faz parte do seu sistema solar, o equilíbrio é difícil, e que o desculpem os outros mundos, mas é de longe o mais complicado. Porquê? Pura e simplesmente porque é incontrolável, foge a tudo aquilo que são as leis da lógica e todas aquelas que não são.
Mas a busca incessante pelo utópico equilíbrio continua, e enquanto houver esperança de o conquistar não vai desistir...

Another 20 minutes in the wall.
What matters is that I sleep the whole trip.

...Tree...Dots... disse...

E se eu agora sentisse falta? Passo na rua e o fumo a entra-me pelo nariz, o frio bate-me na cara, as folhas caem no chão... Invejo aquele que as compra, e por isso também eu as compro. Sinto-as quentes nas minhas frias mãos e então pego numa. Encosto-a na cara e sinto então o passageiro calor que me transmite. Dispo-a, revelando toda a sua fragilidade e inocência e levo-a á boca. Trinco e deixo-me levar por aquele sabor. E como. Como e devoro uma a seguir á outra. Mas parece que nunca fico satisfeito. É como se aquela que comi não fosse aquela, aquela.
Por mais cartuchos de castanhas que devore nunca vou encontrar a castanha perfeita. Porquê? Porque essa sei onde ela está e não me atrevo a descasca-la. E agora pergunto, do que é que sinto falta?

...Tree...Dots... disse...

"de cigarro encancerado entre os teus dedos tão monstruosamente pequeninos"

Doí-me saber que não voltarás a mim, tão depressa. Como os pássaros que migram, tu migras-te, à procura daquilo que não encontram no seu pais de origem, no lugar a que chamam casa. Migras-te porque o teu sitio não te deu aquilo que precisavas. Voltarás? Não sei, sabes que, sempre que vamos embora alguma coisa muda, as coisa evoluem, pura e simplesmente modificam-se. Mas também sei que por mais voltas que de ao mundo, o meu lugar, o teu lugar vai ser sempre a minha casa, a tua casa. E se esse sentimento fica, é porque alguma coisa ficou. Alguma coisa de muito forte ficou. Senão porque raio haveria eu(tu) de voltar para algo que outrora me(te) vez sair. Só essa chama que chamais vou(vais) conseguir apagar, demonstra uma explicação racional para este intrigante mistério da natureza. E acabo por te perguntar, vais voltar a casa?
Não me respondas com silencio e com tempo, que esses não tenho dinheiro para comprar.